Malformações congênitas

O que é?

 São quadros patológicos que se originam durante a embriogênese devido à falha de um ou vários mecanismos do desenvolvimento. Muitas vezes, uma malformação congênita não é detectada. 

Frequência?

 De cada 100 nascidos vivos, entre 3 e 7 possuem uma malformação congênita. Algumas malformações congênitas nem são caracterizadas, pois a alteração é tão grave que torna a vida inviável, gerando aborto. 

Agentes teratogênicos 

 São as causas que afetam os mecanismos de desenvolvimento e produzem malformações congênitas.São elas: Radiações ionizantes, substâncias químicas, agentes infecciosos, fatores nutricionais ou metabólicos, reação autoimune e fatores vinculados ao aumento da idade materna. 

  -Podem atuar antes da gestação: atingindo células somáticas e germinativas.

  – Podem atuar durante a gestação: atingindo somente o embrião. 

Refletindo… 

O período embrionário é o mais susceptível aos agentes teratogênicos. Por quê? 

 

Radiações ionizantes:

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Radiações ionizantes:

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 Substâncias químicas: 

Talidomida

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Iodeto de potássio ou iodo radioativo: 

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Outras substâncias químicas: 

  – Corticoides – causam fenda palatina em ratos.

  – Tolbutamida (para diabetes melitus tipo II) – malformações em animais de laboratórios.

  – Tetraciclina – malformações ósseas e defeitos nos dentes.

  – Varfarina – causa hidrocefalia e defeitos ósseos.

  – Anfetaminas – malformações cardíacas, fenda palatina e lábio leporino.

  – Cocaína, heroína e tabaco – retardo mental, pouco desenvolvimento físico, malformações faciais, diminuição do peso da criança. 

Hidrocefalia

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Lábio leprorino 

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Fenda palatina 

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Agentes infecciosos:  

Citomegalovírus – com a mãe a infecção é assintomática, mas para o feto causará microcefalia, retardo mental, reticoroidite e hepatoesplenomegalia 

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– Vírus da Rubéola – malformações cardíacas, catarata, surdez, microcefalia e deficiência mental. Se ocorrer a infecção no primeiro mês de gravidez (50% de chances).

   – HIV – Pode levar a malformações congênitas, tais como, labio leporino, microcefalia e defeitos craniais. 

  – Toxoplasma gondii – ingestão dos ovos pela carne de boi ou suína contaminada. Por vegetais contaminados e mal lavados.

  – Causa: microcefalia, hidrocefalia, microftalmia. 

 

Fatores nutricionais e metabólicos: 

  – Ácido fólico – sua carência pode levar à má formação do tubo neural.

  – Iodo: sua falta pode levar ao cretinismo.  

 Reações autoimunes:  

– Passagem de anticorpos antitireoideanos – leva à formação do cretinismo. 

 Idade materna: 

-Não disjunção – leva a formação de um zigoto com número alterado de cromossomos (45 ou 47 cromossomos). 

Malformações congênitas de origem genética 

– Ocorrem em função de defeitos presentes nas células germinativas, herdado de um dos pais ou de ambos.

  – O ambiente, também, pode contribuir para os defeitos genéticos. Quando isso acontece denomina-se Herança Multifatorial. 

– O que gera as malformações genéticas são as MUTAÇÕES que ocorrem em virtude da ação dos AGENTES TERATOGÊNICOS.

  – As mutações alteram os genes produzindo proteínas sem função ou até mesmo tornando o gene inativo. 

– O ser humano possui 46 cromossomos (ou 23 pares, sendo 22 pares autossômicos e 1 par sexual).

  – Quando não existem os 46 cromossomos, mas, sim, 45 (monossomia) ou 47 (trissomia), a aberração genética é conhecida como aneuploidia. 

– Ocorrem devido a não disjunção dos cromossomos homólogos ou das cromátides irmãs, durante a meiose.

 – Ainda podem ocorrer erros de não disjunção durante o desenvolvimento do zigoto, gerando MOSAICISMO. 

Bons estudos e boa sorte nos seminários, galera… 

POR:   KELYSSE DONATO.

Exercício de fixação – Quarta à oitava semana de gestação

Exercício de fixação para ser entregue dia 29.10

1. O que caracteriza o período embrionário?

2. Qual a semana gestacional de maior intensidade em relação a formação do embrião? Justifique citando no mínimo 3 fenômenos.

3. O que caracteriza o embrião na 5ª e 6ª semanas de gestação?

4. Quais os principais aspectos do embrião na 7ª semana?

5. Quando o embrião apresenta aparência humana?

 

Bons estudos!!!

 

Período da organogênese: Desenvolvimento humano da quarta à oitava semana

Olá turma!!!

Vamos entender o que acontece na quarta á oitava semana gestacional.

 

Resumo do desenvolvimento humano da quarta à oitava semana.

Durante o período da quarta a oitava semana, que representa a maior parte do período embrionário, todos os principais órgãos e sistemas do corpo são formados das três camadas germinativas. No inicio da quarta semana, o dobramento do embrião nos planos medianos e horizontal, converte o disco embrionário trilaminar achatado em um embrião cilíndrico  em forma de “C”.

A formação da cabeça, da eminencia caudal e das pregas laterias é uma sequência contínua de eventos que resultam em uma constrição entre o embrião e o saco vitelino. Durante o dobramento, parte do saco vitelino é incorporado pelo embrião e dá origem ao intestino primitivo. Com o dobramento cefálico ventral, parte da camada endometrial é incorporada pela região cefálica do embrião, formando o intestino anterior. O dobramento da região cefálica também leva a membrana bucofaringe e o coração a se deslocarem ventralmente, tornando o encéfalo em desenvolvimento a parte mais cefálica do embrião. Com o dobramento ventral da eminencia caudal, parte da camada endodérmica é incorporada pela extremidade caudal do embrião, formando o intestino posterior. A parte terminal do intestino posterior se expande, formando a cloaca. O dobramento da região caudal também resulta no deslocamento da membrana cloacal, da alantóide e do pedículo do embrião para a superfície ventral do embrião. O dobramento do embrião no plano horizontal leva à incorporação de parte do endoderma pelo embrião, constituindo o intestino médio  O saco vitelino permanece unido ao intestino médio por meio de um estreito pedículo vitelino. Durante o dobramento no plano horizontal, formando-se os primórdios das paredes lateral e ventral do corpo. Como o âmnio se expande, ele envolve o pedículo do embrião, o pedículo vitelino e a alantoide, formando, assim, o revestimento epitelial do cordão umbilical.

O aspecto externo do embrião e muito influenciado pela formação do encéfalo  coração, figado, somitos, membros, orelhas, nariz e olhos. Com o desenvolvimento destas estruturas, os aspectos do embrião muda de tal modo que, ao fim da oitava semana, ele possui características indubitavelmente humanas. Como os primórdios da maioria das estruturas externas e internas se formam da quarta á oitava semana, este é o período mais crítico do desenvolvimento durante este período podem originar grandes anomalias congênitas no embrião.

 

Por Layse Estevam

Terceira Semana de Desenvolvimento Embrionario

Olá turma!!!

Vamos saber o que acontece na terceira semana de desenvolvimento embrionário.

Resumo da terceira semana do desenvolvimento embrionário.

As maiores transformações ocorrem no embrião enquanto o disco embrionário bilaminar é convertido em um disco trilaminar, durante a gastrulação. estas transformações começam com o aparecimento da linha primitiva.

A linha primitiva aparece no começo da terceira semana como um espessamento localizado do epiblasto. A invaginação de células do epiblasto da linha primitiva dá origem a células mesenquimais que migram ventral, lateral e cefalicamente entre o epiblasto e o hipoblasto. logo que linha primitiva começa a produzir células mesenquimais, a camada do epiblasto passa a ser chamada de ectoderma do embrião. Algumas das células do epiblasto deslocam o hipoblasto e formam o endoderma do embrião. As células mesenquimais mais produzidas pela linha primitiva logo se organizam em uma terceira camada germinativa, o mesoderma intra-embrionário. As células da linha primitiva migram para as bordas do disco embrionário, onde se unem ao mesoderma extra-embrionário, que cobre o âmnio e o saco vitelino. No fim da terceira semana, existe mesoderma em toda a extensão entre o ectoderma e endoderma, exceto na membrana bucofaríngea  no plano mediano ocupado pela notocorda e na membrana cloacal  No inicio da terceira semana, as células mesenquimais que surgem do nó primitivo da linha primitiva formam o processo notocordal, o qual se estende cefalicamente, formando um bastão de células entre a ectoderma e o endoderma do embrião. A fosseta primitiva formam se estende para dentro do processo notocordal e forma o cana notocordal. Quando totalmente desenvolvido, o processo notocordal se  estende do nó primitivo até a placa precordal. Formam-se aberturas no assoalho do canal notocordal que logo coalescem, formando a placa notocordal. A placa notocordal logo se dobra para formar a notocorda – o eixo primitivo do embrião, em torno do qual se forma o esqueleto axial.

A placa neural surge como um espessamento do ectoderma do embrião, cefalicamente ao nó primitivo. A formação da placa neural é induzida pela notocorda em desenvolvimento. Um sulco neural longitudinal em desenvolvimento. Um sulco neural longitudinal se desenvolvi na placa neural; o sulco neural é falqueado pelas pregas neurais. a fusão das pregas neurais forma o tubo neural, o primórdio do sistema nervoso central. o processo de formação da placa neural e seu dobramento para formar o tubo neural é denominado neurulação. quando as pregas neurais se fundem para formar o tubo neural, as células do neuroectoderma migram dorsolateralmente para formar a crista neural, entre o ectoderma da superfície e o tubo neural. A crista neural logo dividi-se em duas massas celulares, que dão origem aos gânglios sensitivos dos nervos cranianos e espinhais. Outras células da crista neural migram do tubo neural e dão origem a varias outras estruturas, como, p. ex., a retina.

O mesoderma de ambos os lados da notocorda se espessa, formando colunas longitudinais de mesoderma paraxial. No fim da terceira semana, estas colunas paraxiais começam a dividir-se, a partir da extremidade cefálica  em pares de somitos. Os somitos são agregados compactos de células mesenquimais que migram e dão origem ás vértebras  costelas e musculatura axial. Durante a terceira semana, o número de somitos presentes constitui-se em um indicador confiável da idade do embrião. O celoma no interior do embrião aparece primeiro como espaços isolados ou vesículas no mesoderma lateral e no mesoderma cardiogênico. As vesículas celômicas, subsequentes, coalescem, formando uma unica cavidade, em forma de ferradura, que origina as cavidades do corpo, como, p. ex., a cavidade peritonial.

Os vasos sanguíneos aparecem primeiro na parede do saco vitelino, da alantoide e no córion  eles se forma no embrião, pouco depois. Aparecem espaços dentro de agregados celulares de mesênquima denominados ilhotas sanguíneas  estes espaços logo são revestido por endotélio, que deriva de células mesenquimais. Estes túbulos primitivos crescem e se unem com outros vasos, formando um sistema cardiovascular primitivo. Próximo ao fim da terceira semana, o coração esta representado por um par de tubos cardíacos endoteliais, que estão unidos a vasos sanguíneos do embrião e das membranas extra-embrionarias (saco vitelino, cordão umbilical e saco coriônico). No fim da terceira semana, os tubos cardíacos endoteliais já se fundiram, formando um coração tubular, que se une a vasos do embrião, do saco vitelino, do córion e do pedículo do embrião, formando um sistema cardiovascular primitivo. As células sanguíneas primitivas (hemangioblastos) são derivadas principalmente de células endoteliais dos vasos sanguíneos das paredes do saco vitelino e da alantoide.

As vilosidades coriônicas primitivas tornam-se vilosidades coriônicas secundarias quando adquirem um eixo central de mesênquima  Antes do fim da terceira semana, os capilares se desenvolvem nas vilosidades , transformando-as em vilosidades coriônicas terciarias. Extensões citotrofoblásticas das vilosidades-tronco unem-se para formar uma capa citotrofoblástica, que ancora o saco coriônico ao endométrio  O rápido desenvolvimento das vilosidades coriônicas durante a terceira semana aumenta muito a superfície do córion para as trocas de nutrientes e outras substancias entre as circulações da mãe e do embrião.

 

Por Layse Estevam

 

Segunda semana de desenvolvimento humano

Olá turma!

Já vimos no vídeo anterior quais as transformações que acontecem desde a fecundação ate a primeira semana. Dando continuidade vamos saber o que acontece na segunda semana de desenvolvimento humano.

 

Resumo da segunda semana do desenvolvimento embrionário.

A rápida proliferação e diferenciação do trofoblasto são características importantes da segunda semana. Estes processos ocorrem enquanto o blastocisto completa a sua implantação no endométrio. As várias transformações endometriais resultam da adaptação destes tecidos à implantação são denominadas reação decidual.

Concomitantemente, o saco vitelino primitivo se forma e o mesoderma extra-embrionário surge do endoderma do saco vitelino, assim como da linha primitiva. O celoma extra-embrionário forma-se de cavidades que se desenvolvem no mesoderma extra-embrionário. Mais tarde, o celoma extra-embrionário torna-se a cavidade coriônica . O saco vitelino primitivo diminui de tamanho e desaparece gradualmente, enquanto se forma o saco vitelino secundário, ou definitivo.

Enquanto ocorrem estas mudanças:

  • A cavidade amniótica aparece como um espaço entre o citotrofoblasto e a massa celular interna, ou embrioblasto.
  • A massa celular interna se diferencia em um disco embrionários bilaminar, constituído pelo epiblasto, voltada para a cavidade amniótica, e hipoblasto adjacente á cavidade do blastocisto.
  • A placa precordal desenvolvi-se como um espessamento localizado do hipoblasto (endoderma primitiva), que indica a futura região cefálica do embrião e o futuro local da boca, a placa precordal também constitui um importante organizador da região cefálica.

 

Por Layse Estevam

 

Introdução a Embriologia e a Primeira Semana de Gestação

Olá turma!!!

Que tal fazermos um resumão sobre a embriologia e sabermos um pouco mais sobre tudo o que acontece na primeira semana de gravidez?!!

Vamos lá!

 

Por Layse Estevam

Vídeo Fecundação

Olá turma!!!

Vamos visualizar o processo da fecundação!

Interessante não é verdade?!! E imaginar que todos nos já passamos por isso!

 

Por Layse Estevam

Fecundação

Olá turma!!!

Vamos falar um pouco sobre a fertilização…

O desenvolvimentos humana começa com a fecundação, o processo durante o qual um gameta feminino, ou ovócito (ovo0, e um gameta masculino (espermatozóide) se unem para formar uma célula, o zigoto. Esta célula altamente especializada, totipotente, é o inicio do desenvolvimento do embrião. O zigoto visível a olho nu como um pequeno ponto, contem cromossomas e genes (unidade de informação genética) proveniente da mãe e do pai. Este organismo unicelular, ou zigoto, dividi-se muitas vezes, e transforma-se, progressivamente, em um novo ser multicelular, através da divisão, migração, crescimento e diferenciação celular. Apesar de o desenvolvimento iniciar-se com a fecundação, os estágios e da duração da gravidez  descritos pela medicina clinica são calculados a partir do ultimo período menstrual normal da mãe, que ocorre cerca de 14 dias antes da concepção. Esta é a idade da gestação, que superestima o momento da fertilização, ou idade do embrião, 2 semanas.

Fertilização:

O local usual para a fertilização é a ampola da tuba uterina, em sua parte mais longa e mais larga. Quando o ovócito não é fertilizado neste local, ele avança lentamente pela tuba e chega ao útero, onde degenera e é reabsorvido. Apesar de a fertilização poder ocorrer em outras partes da tuba, ela não ocorre no útero.

A fertilização é uma sequência de complexos “eventos moleculares coordenados”, que se inicia com o contato de um espermatozóide com um ovócito. E termina com o embaralhamento dos cromossomos maternos e paternos na metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto. É possível que moléculas ligantes de carboidratos presentes na superfície dos gametas estejam envolvidas no processo de fertilização possibilitando o reconhecimento dos gametas e a união dessas células.

Fases da fertilização:

As fases da fertilização são:

Passagem do espermatozóide através da corona radiata, que envolve a zona pelúcida do ovócito. A dispersão das células foliculares da corona radiata, que envolvem o ovócito e a zona pelúcida, parece resultar, principalmente, da ação de enzimas hialuronidase, liberadas pelo acrossoma do espermatozóide. Enzimas da mucosa da tuba também parecem auxiliar a hialuronidase. Os movimentos da cauda do espermatozóide também são importantes para sua penetração na corona radiata.

Penetração da zona pelúcida que envolve o ovócito. Esta é a fase importante do inicio da fecundação. A formação de um caminho para o espermatozóide passar pela zona resulta na ação de enzimas liberadas pelo acrossoma. As enzimas – esterases, acrosina e neuraminidase – parecem causar lise da zona pelúcida, formando, dessa forma maneira, um caminho para o espermatozóide chegar ao ovócito. A mais importante destas enzimas é a acrosina, uma enzima proteolítica. Quando o espermatozóide penetra na zona pelúcida, ocorre a reação de zona – uma mudança de suas propriedades – nesta camada amorfa, torna-se impenetrável a outros espermatozóides.

Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do espermatozóide. As membranas plasmáticas, ou celulares, do ovócito e do espermatozóide fundem-se e sofre dissolução na área da fusão A cabeça e a cauda do espermatozóide penetram no citoplasmas do ovócito, mas a membrana plasmática fica para trás.

Termino da segunda divisão meiótica do ovócito e formação do pronúcleo feminino. Depois da entrada do espermatozóide, o ovócito, que estava parado na metáfase da segunda divisão meiótica, completa esta divisão e forma um ovócito maduro e um segundo corpo polar. Depois da descondensação dos cromossomos maternos, o núcleo do ovócito maduro torna-se o pronúcleo feminino.

Formação do pronúcleo masculino. Dentro do citoplasma do ovócito, o núcleo do espermatozóide aumenta de tamanho, formando o pronúcleo masculino, e a calda do espermatozóide degenera. Morfologicamente, os pronúcleos feminino e masculino são indistinguíveis. Durante o crescimento dos pronúcleos, eles replicam seu DNA.

As membranas do pronúcelo se dissolvem, os cromossomas se condensam e se dispõem preparando-se para a divisão da célula mitótica. A primeira divisão de clivagem. O ovócito fertilizado, ou zigoto, é um embrião unicelular. A combinação dos 23 cromossomos de cada pronucleo resulta em um zigoto com 46 cromossomos.

A fertilização termina em até 24 horas apos a ovulação.

Resultados da fertilização:

  • Estimula o ovócito secundário  a completar a segunda divisão meiótica, produzindo o segundo corpúsculo polar.
  • Restaura o numero diplóide normal dos cromossomos (46) do zigoto,
  • Resulta na variação da espécie humana através do embaralhamento dos cromossomos maternos e paternos.
  • Determina o sexo cromossômico do embrião; um espermatozóide portador de X produz um embrião feminino, e um espermatozóide portador de Y produz um embrião masculino.
  • Causa a ativação do ovócito, que inicia a clivagem (divisão celular do zigoto).

Por Layse Estevam

Ciclo Ovariano e Menstrual

Olá turma!!!

Vamos entender um pouco mais sobre o ciclo menstrual e ovariano.

Por Layse Estevam

Ciclo Ovariano e Ciclo Menstrual (ou Ciclo Uterino)

Olá turma!!!

Vamos aprender um pouco mais sobre o ciclo ovariano!!!

O ciclo ovariano é dividido em três fases durante o ciclo mensal. A fase folicular, a fase da ovulação e a fase do corpo amarelo. O primeiro dia do ciclo menstrual é o primeiro dia do aparecimento da menstruação, e chamada de fase folicular, que dura em média 12 dias. Após estes 12 dias se inicia a chamada fase ovulatória que dura em média 8 dias e tem seu pico atingido no 14º dia a partir do início da menstruação. O ciclo menstrual termina com a fase lútea, que prepara o útero para o início da próxima menstruação. Durante o ciclo menstrual, os ovários sofrem várias alterações, devido a ação dos dois hormônios secretados pela hipófise anterior o LH e o FSH. Estes dois hormônios vão se ligar aos receptores das células ovarianas, e que vão estimular a secreção, crescimento e proliferação dessas células.

1. Fase Folicular

Cada menina que nasce, possui cerca de 1 milhão de folículos que estacionaram na fase da prófase da divisão meiótica, e que ainda são considerados óvocitos imaturos. Cada óvocito, nesta menina, é envolvido por uma única camada de células, chamadas células da granulosa, e nesta fase o óvocito, recebe o nome de folículo primordial. Durante a infância desta menina, acredita-se que as células da granulosa começam a fornecer “alimentos” necessários para o óvocito se desenvolver, além de secretarem um fator inibidor da maturação dos ovócitos, que o mantém em seu estado inicial (folículo primordial).

Na puberdade, os hormônios FSH e o LH secretados pela adeno-hipófise, começam a ser secretados em grandes quantidades, todo o ovário, juntamente com alguns de seus folículos, começa a crescer. A primeira fase do crescimento folicular consiste em aumento moderado do próprio óvocito, cujo diâmetro aumenta por duas a três vezes. Então, inicia-se o crescimento de mais camadas de células da granulosa, e, nessa fase, o folículo passa a ser chamado de folículo primário.

Durante os primeiros dias após o início da menstruação, ocorre um aumento nas concentrações de FSH e LH, sendo que a elevação do FSH ocorre alguns dias antes do que do LH. Esses dois hormônios, principalmente o FSH, são responsáveis pelo crescimento de 6 a 12 folículos primários a cada mês. O efeito inicial consiste na rápida proliferação das células da granulosa, dando origem a muito mais camadas dessas células. Muitas células começam a se acumular, formando várias camadas em volta das células da granulosa, estas camadas de células são chamadas de células da teca. A teca é dividida em duas partes: a teca interna, que tem a função de secretar hormônios, como o estrogênio. Já a teca externa é uma “cápsula” altamente vascularizada, e é responsável pela vascularização do folículo.

Após esta fase, que dura alguns dias, o conjunto de células da granulosa secretam o liquido folicular que tem altas taxas de estrogênio. Este líquido vai se acumular, formando um antro no interior da massa de células da granulosa. Com o surgimento do antro, as células da granulosa e as células da teca proliferam ainda mais rapidamente, a velocidade de secreção aumenta, e cada um dos folículos em crescimento transforma-se em folículo antral. O crescimento inicial do folículo primário até o estágio antral é estimulado principalmente pelo FSH. A seguir, ocorre crescimento acelerado dos folículos antrais, resultando na formação de folículos muito maiores, denominados folículos vesiculares. Depois de 1 semana ou mais deste crescimento acelerado, porém antes de ocorrer à ovulação, um dos folículos começa a se destacar dos demais, os quais começam, então, a involuir, são “destruídos” , e passam a ser chamados de atrésicos. Esse processo de atresia é importante, pois permite que apenas um dos folículos cresça o suficiente para ovular. O folículo que se desenvolve muito mais do que os outros é chamado de folículo maduro, e secreta grande quantidade de estrogênio
2. Fase da Ovulação

A fase pré-ovulatória inicia-se com um aumento na velocidade da secreção de LH, cerca de 16 horas antes de ocorrer a ovulação, ocorre um pico do hormônio LH. O LH vai atuar no folículo antral, afastando as células da granulosa, que vão para um “canto” do folículo. Depois ocorre o rompimento da membrana do folículo, e é liberada a célula germinativa (o óvulo) que deverá ser fecundada pelo espermatozóide. Junto com esta célula também é liberado um liquido viscoso, que vai tem a função de transporta o óvulo circundado por vários milhares de pequenas células da granulosa que formam a corona radiata. A liberação do óvulo, normalmente ocorre ocorre 14 dias após o início da menstruação. O LH também atua especificamente sobre as células da granulosa e da teca, transformando-as em células secretoras de progesterona, e com menor secreção de estrogênio. Por conseguinte, a velocidade de secreção de estrogênio começa a diminuir aproximadamente 1 dia antes da ovulação, enquanto quantidades maiores de progesterona começam a ser secretadas.

3. Fase do Corpo Amarelo

Nas primeiras horas após à expulsão do óvulo, as células da granulosa que permaneceram no folículo crescem muito de tamanho e recebem grande quantidade de gordura, o que lhes dá um aspecto amarelado, passando a serem chamadas de células luteínicas e a massa total de células leterinicas recebe o nome de corpo lúteo. Esse processo é denominado luteinização, e depende principalmente do LH secretado pela adeno-hipófise. O corpo lúteo é um órgão altamente secretor e a sua função é produzir grandes quantidades dos hormônios sexuais femininos progesterona e estrogênio. Como resultado desse aumento na produção destes hormônios, a secreção de LH e FSH cessa. Em uma mulher normal, o corpo lúteo cresce até, aproximadamente 7 a 8 dias após a ovulação. A seguir, ele começa a involuir e a perder sua função secretora, cerca de 12 dias após a ovulação, ele transforma-se no chamado corpus albicans, o qual durante as semanas seguintes, é substituído por tecido conjuntivo, formando uma cicatriz no ovário.

Ciclo Uterino: Ciclo endometrial e menstruação

1. Fase Menstrual

Esta fase normalmente dura de três a sete dias, e é nela que ocorre a menstruação. A menstruação é a eliminação de um conjunto de células e secreções, como sangue, tecido endotelial (tecido que reveste internamente o útero), secreções e muco do útero. A menstruação é causada pela súbita redução dos estrogênios a da progesterona, durante esta fase, o nível de estrógeno e progesterona é muito baixo no sangue; isto estimula o hipotálamo a secretar o Hormônio Liberador de Gonadotropina (GnRh) que por sua vez vai estimular a adeno-hipófise a produzir FSH e LH, estimulando o desenvolvimento do folículo primário, como já visto anteriormente. Mais ou menos um dia antes do inicio da menstruação, os vasos sanguíneos sinuosos que irrigam o endométrio, contraem-se, diminuindo a irrigação dessa camada interna do útero. A vasoconstrição e a diminuição da secreção do estrogênio e da progesterona, provocam a morte das células do endométrio , causando hemorragia. Gradualmente, as camadas externas “mortas” do endométrio descolam-se do útero sendo eliminadas na menstruação. A massa do tecido descamado e o sangue na cavidade uterina desencadeiam as contrações uterinas a eliminarem o seu conteúdo. Durante a menstruação, também é eliminado grande número de leucócitos, esses numerosos leucócitos tornam o útero altamente resistente à infecções durante a menstruação, embora as superfícies endometriais estejam “expostas”.

2. Fase Proliferativa

Após a menstruação, só permanece uma fina camada endometrial. Sob a influência dos estrogênios, secretados em quantidades crescentes pelo ovário durante a primeira fase do ciclo ovariano, as células epiteliais do útero, proliferam rapidamente. E a superfície do endométrio é “re-feito” dentro dos 4 a 7 dias após o início da menstruação. Durante as duas primeiras semanas do ciclo, até a ovulação, o endométrio aumenta acentuadamente de espessura, devido ao número crescente de células do estroma, ao progressivo crescimento das glândulas endometriais e dos vasos sanguíneos no endométrio. Na época da ovulação, o endométrio tem espessura aproximada de 3 a 4 mm. Por isso, que essa fase é chamada de proliferativa, pois as células do endotélio se proliferam, recebem abundante vascularização e formam novos vasos sanguíneos.

3. Fase Secretora

Durante a segunda metade do ciclo mensal, a progesterona e o estrogênio são secretados em grandes quantidades pelo corpo lúteo. Os estrogênios provocam grande proliferação das células do endométrio durante essa fase do ciclo endometrial. Além disso, o citoplasma das células do endométrio aumenta; os depósitos de lipídios e de glicogênio também sofrem acentuado aumento; e a irrigação sanguínea do endométrio aumenta ainda mais, tornando os vasos sanguíneos altamente sinuosos. No final da fase secretora, o endométrio apresenta espessura de 5 a 6 mm. A finalidade dessas alterações endometriais é a produção de um endométrio altamente rico, contendo grandes quantidades de nutrientes armazenados capazes de oferecer condições apropriadas para a implantação do ovo, se ocorrer a fecundação. Desde o momento da fertilização até a implantação do ovo, as secreções uterinas, denominadas “leite uterino”, proporcionam a nutrição para o ovo em início de divisão. Se nessa fase não houver fecundação o endométrio é eliminado através da menstruação, iniciando um novo ciclo menstrual.

Por Layse Estevam

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